FESTIVAL LITERÁRIO - LOURINHÃ

sábado, 7 de maio de 2016

Às 08:51 por Unknown   Sem comentários


A poesia como um caminho ou vários caminhos para a poesia – poderia ter sido o ponto de partida para a sessão da manhã de sexta-feira na Escola Secundária da Lourinhã. À conversa estiveram três poetas da nossa língua – João Rios, Rita Taborda Duarte e o lourinhanense Tiago Quintans, que começaram por partilhar com a plateia três poemas – “Pastelaria” de Mário Cesariny, “Complexos” de Nuno Júdice e “Não dês esmola aos santinhos” de António Aleixo.

Da influência de outros autores à espontaneidade da construção poética, passando pela poesia enquanto espaço de liberdade absoluta e, muitas vezes de pureza infantil, foram alguns dos temas que os autores abordaram ao longo desta conversa que reensinou a plateia “a olhar para as palavras”.


João Rios

 “O que me justifica enquanto humano é a poesia” – foi como João Rios descreveu este relacionamento vital, revelando que a voz da sua avó “Guida” lhe mostrou o caminho do encantamento das palavras. Para João Rios, a  poesia é “dona de todos os fascínios e de todas as possibilidades”. “A poesia é o mais próximo do absoluto da liberdade”, disse.

Rita Taborda Duarte
A Rita Taborda Duarte agrada-lhe o trabalho de construção poética, do poeta enquanto construtor de palavras, com um olhar muito próximo do olhar infantil, marcado pelo espanto das palavras. A poetisa afirmou que “quando se faz poesia faz-se um braço de ferro com a nossa língua”. Mais tarde referiu que nos primeiros livros fazia um jogo lúdico com as palavras, pontuado, inclusive, por uma certa estratégia de humor.


Tiago Quintans

Tiago Quintans acredita na poesia enquanto forma de intervenção, que tem “um efeito prático” na transmissão de mensagens sociais.

A preparar o seu primeiro livro, o autor brindou o público com dois momentos de improvisação.

Numa cadência quase musical, ou não fosse Tiago um rapper, tocou, com as suas improvisações, temas prementes da nossa sociedade, numa registo crítico, em jeito de desafio ao pensamento divergente, à mudança do status quo.




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