FESTIVAL LITERÁRIO - LOURINHÃ

terça-feira, 3 de maio de 2016

Às 10:33 por Unknown   Sem comentários



Na sessão "Contar com todos" que, hoje à tarde, reuniu, na Escola Básica de Ribamar,  Diogo Lopes e Bruno Magina falou-se da diferença, aceitação, felicidade e luta contra a discriminação.


Dois jovens autores -  Diogo Lopes, com 16 anos, e Bruno Magina, de 31  - partilharam com jovens alunos dos 5.º e 6.º anos, as suas experiências de vida, os seus percursos "na diferença". 



Numa iniciativa em que todas as questões tiveram uma resposta, os autores leram excertos das suas obras e dialogaram com os jovens elementos da plateia, que também ajudaram a construir a sessão com as suas perguntas e desafios. O diálogo redundou num inesperado final de sessão com Diogo Lopes, ao piano, a interpretar de um tema de Charles Mingus.


 Ao longo deste encontro, Bruno Magina explicou o  seu livro "A Vila das Cores" que parte do conceito de arco-íris, enquanto símbolo de respeito, harmonia e felicidade. Nesta obra para crianças, o autor aborda  o tema da homossexualidade e da adoção por casais do mesmo sexo, ensinando os seus jovens leitores o caminho que conduz ao respeito pela diferença e identidade sexual. 


O autor falou ainda da  aceitação da sua homossexualidade, tanto no seio da família como na sociedade, referindo a discriminação e o bullying de que foi alvo, especialmente na adolescência.

O jovem Diogo Lopes, que surpreendeu pela sua maturidade, deu uma lição de felicidade e de tolerância.

Este apaixonado por música, que estuda composição na Escola de Música no Conservatório Nacional, falou com a sabedoria de gente mais velha, sobre a sua mais recente obra Baluartes, que traduz a sua experiência enquanto portador da doença neurodegenerativa de Charcot-Marie-Tooth, também conhecida como atrofia fibular muscular, que leva à perda de força e sensibilidade dos membros superiores e inferiores.

Sempre num tom muito positivo e otimista, Diogo Lopes dá neste livro um testemunho sentido, poético e emocionante sobre a possibilidade de se ser feliz, apesar de todos os obstáculos, que por vezes, a vida nos impõe.


Forte, determinado, comunicativo, o jovem autor explicou a sua convivência com a doença, e de como, através das suas obras, pretende ampliar o conhecimento sobre a doença de Charcot-Marie-Tooth, apoiando, em simultâneo, os portadores desta síndrome.

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