FESTIVAL LITERÁRIO - LOURINHÃ

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Às 05:57 por Unknown   Sem comentários

No final da sessão teve lugar uma emocionante homenagem a Rui Tovar
O Futebol é uma paixão que move e entusiasma milhões de pessoas, mas também é um negócio que movimenta muitos milhões de euros. Foi sobre essas duas realidades que se debruçou a conversa de Rui Miguel Tovar e Luís Aguilar, que escrevem especialmente sobre este desporto, que decorreu ontem, 3 de Maio, na Biblioteca Municipal da Lourinhã, com a moderação de João Morales.

No final da sessão teve lugar uma emocionante homenagem a Rui Tovar, jornalista natural da Lourinhã, falecido em 2014 e cujo dia de aniversário se assinala a 3 de Maio.

Rui Miguel Tovar, também jornalista e escritor, não conseguiu evitar as lágrimas durante um visionamento de um filme que falou sobre a vida do seu pai.

Aliás, já durante a conversa, foram várias as ocasiões em que se referiu a este e à enorme influência que teve na sua vida.

Considerado um mestre no jornalismo desportivo e na crítica futebolística. Rui Tovar começou a escrever no jornal “Alvorada”, tendo passado pelo “Record” e pelo “DN”, mas foi na RTP que veio a tornar-se mais conhecido pelo público.

Quanto ao seu filho, também se iniciou no Jornalismo no “Record”, tendo trabalhado no jornal “i”, mas actualmente dedica-se exclusivamente à escrita de livros sobre Desporto.
Rui Miguel Tovar
Começou por dedicar-se à escrita dos almanaques do Benfica, Selecção Nacional, Euro-2004 e Sporting, entre outros, tendo publicado mais recentemente o “Dicionário Sentimental de Futebol”.

Com a colaboração de Francisco José Viegas, o jornalista utiliza todas as letras do abecedário para contar inúmeras histórias do futebol, algumas das quais aproveitou para contar na Lourinhã, para gáudio da audiência presente.

Na opinião de Rui Miguel Tovar, torna-se mais fácil escrever livros do que ser jornalista e acompanhar o dia-a-dia noticioso. Por outro lado, prefere esse lado mais estudioso e de investigação que os livros requerem.

Luís Aguilar
Luís Aguilar também tinha muitas histórias para contar, as mais engraçadas das quais sobre o processo de escrita da biografia de Paulo Futre, “que tem uma forma muito genuína de comunicar”.

Também com uma carreira de jornalista iniciada no “Record”, Luís Aguilar, tem-se dedicado mais à investigação do lado mais negro do futebol. “Gosto tanto de futebol que acho que as pessoas têm direito a saber como a sua paixão é utilizada para enriquecer algumas pessoas, matando, desta forma, o jogo de forma quase pornográfica”, explicou.

Enquanto escrevia o seu livro sobre a FIFA os escândalos foram tantos que chegou a pensar “parem lá de roubar, pelo menos um dia, para eu terminar o livro”.


No entanto, ambos os oradores concordaram que no futebol ainda prevalece a magia e a paixão.

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